HISTÓRIA DO RÁDIO
Tudo começou em 1837 quando Samuel B. Morse inventou o telégrafo, capaz de transmitir sinais elétricos a distancia, interpretados por um código criado por ele, o Código Morse. Em l888, Heinrich Hertz, demonstrou a propagação das ondas eletromagnéticas no espaço. Em 1894, Guglielmo Marconi começou a pesquisar os princípios do rádio, mas só em 1901 conseguiu fazer contato entre a Inglaterra e o Canadá.

O RÁDIO NO BRASIL
No Brasil, a primeira transmissão por ondas radioelétricas aconteceu no dia 7 de setembro de 1922, com o discurso do presidente Epitácio Pessoa pelo Centenário da Proclamação da Independência. Um ano depois, em 20 de abril de 1923, nasce a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro dentro da Academia de Ciências da Escola Politécnica do Distrito Federal, fundada pelos professores Edgard Roquette Pinto e Henrique Morize. Nesta ocasião, o rádio apenas começava a construir sua linguagem e seus modos de produção. Entre 1927 e 1932, Bertold Brecht escreveu um conjunto de textos chamados “Teorias do Rádio”, nos quais esboça qual linguagem e que tipo de papel o rádio deveria assumir como meio de comunicação. Em fevereiro de 1940, Mário de Andrade escreve no Diário de Notícias sobre o surgimento de uma linguagem específica para o rádio. Em 1936, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro foi doada por Roquette Pinto ao governo federal e existe até hoje, com o nome de Rádio MEC

O rádio nasce como o veículo de transmissão de notícias, grandes espetáculos, apresentação de grandes músicos, peças de teatro e dos fatos que estão ocorrendo, por exemplo, apurações eleitorais, conferências, discursos políticos. O rádio também surge como um veículo de educação. No Brasil, a história do rádio educativo se confunde com a própria história da radiodifusão. Por exemplo, desde o início, em 1923, a programação da Radio Sociedade era composta de cursos de Literatura Francesa, Literatura Inglesa, Esperanto, Rádio telegrafia e Telefonia e Silvicultura Prática; as lições de Português, Francês, Italiano, Geografia, História natural, Física e Química. A programação incluía, além disto, um “Quarto de Hora Literário” e um “Quarto de Hora Infantil”. Mais tarde, a partir de 1936, em diferentes emissoras, vieram as propostas de alfabetização pelo rádio e os cursos de formação profissional, como a Universidade no Ar, uma parceria entre o Sesc e o Senac de São Paulo.

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