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Crítica de cinema por Lucas Fratini Imprimir E-mail
Escrito por Grêmio   

 

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A Pixar, fundada em 1986, talvez seja a única produtora de todo o meio cinematográfico que não depende do velho mote de desenvolvimento: erros e acertos. Ela não erra - nunca. Dessa forma, novamente nos convida a sermos crianças com o fantástico Toy Story 3. 

Ahistória se passa cerca de dez anos depois do segundo. Agora,Andy está crescido e vai para a faculdade. Ele se vêobrigado então a guardar de vez seus antigos parceiros. Porém,acidentalmente, eles são despejados em uma creche repleta degentis brinquedos. Não demora muito para que descubram asverdadeiras intenções daqueles cruéis brinquedosabandonados e decidam voltar para casa, pois aceitam o fato de queseu antigo dono agora está crescido e não pode maisbrincar com eles. Ora, o que não sabem é que paravoltar ao coração de Andy, terão que enfrentarum longo e difícil caminho.

Comode costume, a Pixar novamente experimentou novos avanços naárea da animação. Os personagens ganharam umarepaginada, com uma sutil mudança no tom da cor, que deu aindamais vida aos já carismáticos Woody, Buzz e companhia.As animações de fundo são feitas com maestria ecada mínimo detalhe é feito com tanto cuidado eperfeição, que tudo parece ser real aos olhos doespectador. Até mesmo o 3D, recurso que vem atraindo grandespúblicos mesmo em filmes ruins, não éobrigatório – e mas sim dispensável – por nãoprecisar apenas dos efeitos visuais para entreter o grande público.

Diferentedo filme anterior, houve um investimento na criação devários novos personagens. Todos são extremamentecaricatos e bem trabalhados, tendo – mesmo que mínima –uma importante participação na história. Dentreeles, destaca-se o hilário casal Barbie e Ken, responsávelpelos diálogos mais engraçados de toda trilogia, e umadublagem cômica do sério Buzz Lightyear.

Comojá era de se esperar, a Disney fez questão de darespaço ao suave drama. Por ser o último filme da sérieque lançou a Pixar no mercado, enfatizou-se levemente ossentimentos de todos na história. A trilha sonora tem papelfundamental para que isso aconteça, com a presença dojá clássico bordão ‘‘Amigo estou aqui’’.

Alémdisso, a série é para as pessoas que, assim como eu,cresceram junto a Andy; um mergulho direto para a infância. Écomovente poder ver de novo aqueles brinquedos que costumávamosadorar e se divertir, e ouvir o som agudo de risadas infantis seconfundir com a grossa gargalhada de adolescentes e adultos. Mas,dessa vez, através de lágrias e num clima de despedida.

ToyStory 3 pode até parecer – para quem ainda nãoassistiu – um filme infantil. Porém, não é. Olonga é, na verdade, feito para quem um dia já fezparte da categoria infantil.


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