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Programação do mês de setembro 

 

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Dia 4 - 1ª Eucaristia do 6º ano 

Dia 6 - Recesso Escolar

Dia 7 - Feriado

Dia 8 - Missa para Dom Basílio 

Dia 10 - Retiro da turma 51

Dia 11 - 1ª Eucaristia turma 51 

Dia 11 - Jornada Escolas Rio

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Dia 14 - COC 2º ano EFI

Dia 16 - Reunião de pais 2º ano EFI 

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Dia 18 - 2ª fase Olimpíada Brasileira de Matemática

Dia 20 - COC 3º ano EFI

Dia 22 - Reunião de pais 3º ano EFI 

Dia 23 - Retiro da turma 52

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Dia 25 - 1ª Eucaristia turma 52 

Dia 28 - COC 4º ano 

Dia 28 - COC 6º ano

Dia 29 - COC 7º ano

Dia 30 - Reunião de pais 4º ano EFI 

Dia 30 - COC 9º ano 

 

Programação do mês de outubro 

 

Dia 1 - COC 8º ano EFII

Dia 1 - Reunião de Pais 9º ano EFII

Dia 4 - COC 5º ano EFI

Dia 6 - Reunião de pais 5º ano EFI

Dia 9 - 1ª Eucaristia turma 53

Dia 11 - Recesso Escolar

Dia 12 - Feriado 

Dias 13 e 14 - Primavera das Artes

Dia 15 - Feriado

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O poder da educação Imprimir E-mail
Escrito por Gustavo França   
22-Fev-2010
Em primeiro lugar, gostaria de declarar minha satisfação por voltar a escrever neste jornal. Quando estive na escola há alguns dias, a caríssima professora Maria Elisa me ofereceu um espaço aqui para continuar colaborando na condição de ex-aluno. Não pude recusar o convite. Depois de onze anos, é difícil viver afastado do Colégio de São Bento. Por mais que minhas ocupações tenham mudado agora, não quero perder essa ligação.

Curtindo minhas férias, observei vários temas a serem abordados por trás dos fatos do cotidiano. O terremoto que abalou o Haiti é, sem dúvida, um deles. Está na hora de refletirmos sobre a hipocrisia que mora dentro dos grandes exemplos da generosidade humana e sobre a validade da ajuda humanitária internacional. É preciso perceber que ajuda humanitária, se não for catalogada e controlada, é tão perniciosa quanto invasão militar. No entanto, não é meu costume falar sobre desgraças já que, muitas vezes, não há nada a se discutir, apenas a se lamentar. Ainda que o presidente venezuelano Hugo Chávez (um homem de ideias, um verdadeiro ideota) tenha afirmado que o tremor foi resultado de testes nucleares dos Estados Unidos, o ocorrido foi mesmo uma tragédia natural.


Um assunto de que decerto falarei é o Programa Nacional dos Direitos Humanos, lançado pelo governo na virada do ano e que vem causando alvoroço desde então. Contém ele um ponto pelo qual muito me interesso: a necessária revisão da nossa história e a urgente remoção do entulho do autoritarismo que ainda emperra nossa democracia. Contudo, o que realmente me assusta são as opiniões extremas e desmedidas que vêm sendo lançadas em relação a ele. Já ouvi gente falando em comunismo, em chavismo, em nazifascismo. O abrangente programa inclui um número imenso de questões. Algumas são mudanças necessárias ao país, algumas são mesmo absurdos, mas a maioria se constitui de temas que precisam ser discutidos. No entanto, o plano é tratado como se ele inteiro determinasse a inversão de fluxo de cachoeiras, a proibição de chuvas às quartas-feiras ou que Rubens Barrichello seja campeão do mundo. Como esse tema é muito extenso, vou simplesmente deixar a semente para um posterior debate.


Neste momento, quero mesmo escrever sobre a educação, meio no qual continuo envolvido, mesmo com a minha saída do Colégio de São Bento. Não existe assunto de maior relevância uma vez que a educação constrói cada ser humano, cada cidadão que movimenta o nosso planeta. Neste ponto, passarei direto pelo Enem. Não aguento mais falar das trapalhadas desse exame inútil que vem jogar mais uma pá de cal sobre o ensino brasileiro (que figura como um dos piores do mundo nos estudos recentes), nem tenho mais nada a dizer (principalmente porque o brilhante ministro Fernando Haddad foi eleito o "educador do ano", o que provavelmente significa que tudo isso está certo e eu é que sou um míope conservador, com minha burra insistência em Dom Lourenço de Almeida Prado, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Cristovam Buarque).


A reflexão que trago é em cima de duas notícias que falam de realidades completamente distintas. A primeira é sobre as recentes expansões nos campi da PUC por todo o Brasil. A universidade, aqui no Rio encabeçada pelo Padre Jesus Hortal, vem fazendo reformas e abrindo novos cursos de pós-graduação e de especializações mais profundas, inclusive na área de Medicina, projetando para daqui a alguns anos a estreia dessa faculdade no Rio de Janeiro. Com isso, a PUC aumenta ainda mais o seu nível de excelência e vai lucrando exponencialmente com as políticas equivocadas do governo, dada a evasão de alunos de condição financeira das combalidas universidades públicas.

Enquanto isso, na Uerj, o reitor Ricardo Vieiralves entrou em litígio com a direção do Hospital Pedro Ernesto. O caso foi enviado ao Conselho Universitário e pode resultar na separação entre o hospital e a universidade. Parece incrível o esforço que determinadas pessoas fazem para destruir grandes instituições de ensino.


A Uerj já se encontra numa depressão por causa do genocida sistema de cotas, só não está completamente abandonada pela manutenção de seu curso de Direito como o melhor do Rio de Janeiro e um dos melhores do Brasil (possível graças a subsídios externos, que conferem à faculdade estrutura e organização, um universo paralelo dentro da Uerj) e pelo crescimento de seu curso de Medicina justamente devido ao bom estado do Hospital Pedro Ernesto (considerado o melhor disparado entre os hospitais públicos do Rio), superando o cada vez mais precário Hospital do Fundão. Esta última exceção também irá se acabar caso se confirme a autonomia do hospital (como se conduz uma faculdade de Medicina de excelência sem uma unidade médica?). Além disso, diz-se que a separação do hospital representará o primeiro passo para a sua privatização (é claro que, como a instituição funciona, não faltam investidores dispostos a pôr dinheiro nela), com consideráveis danos à saúde pública. Nada disso parece incomodar o magnífico reitor.

Como já disse, a educação é o bem mais poderoso do homem. O ser humano, quando nasce, não é capaz de exercer sua liberdade de escolha nem de satisfazer seus potenciais. A educação é que lhe abre a mente e o põe em contato com a sua natureza, com seu caráter inato e com suas capacidades. Sem a educação, o homem é determinado puramente pelo meio em que vive e se torna um mero servo das condições naturais e sociais, sem vontade própria.


Tal poder, no entanto, pode ser manipulado para o mal. A educação, assim como abre as mentes, pode também fechá-las. Uma educação perversa prende o indivíduo e o impede de exercer seu potencial humano. É o que tem sido feito ao longo da história, por exemplo, por igrejas inescrupulosas, que controlam os fiéis invocando fraudulentamente o nome divino, ou dentro de instituições militares, por gorilas que desonram a farda que vestem ao usar das prerrogativas da hierarquia para fazer de seus comandados um exército à parte a serviço de seus mais abjetos propósitos.


Assim, surgem na área da educação administradores desonestos e despreparados. Homens que foram incapazes de absorver os valores morais que tornam uma pessoa grandiosa e, portanto, de reconhecer a maravilhosa potência benigna da educação tentam trocá-la por algumas pilhas de dinheiro ou reformá-la com filosofias equivocadas. Nenhuma instituição está livre disso (que Deus proteja o Colégio de São Bento). Infelizmente, má educação gera má educação. Muitas vezes, basta uma fruta podre para contaminar o cesto. Basta um indivíduo que não tenha recebido a devida instrução penetrar no processo educativo para desvirtuá-lo e, com isso, criar uma falha na formação de diversas pessoas, impregnando a sociedade do pior do males: a mentalidade viciosa.


Enfim, é isso. No caso da Uerj, resta esperar que o Conselho Universitário tome uma decisão prudente a fim de evitar mais um duro golpe na educação e na saúde pública. No caso da saúde, ainda poderia apelar para o governo do estado, que, havendo a separação entre hospital e universidade, tem o poder de impedir a privatização, mas, considerando a atual administração de Cabral e sua turma, nem vou perder tempo. Se não houver uma solução apropriada, será mais um passo rumo à falência do ensino público. As universidades particulares sérias se tornarão a única opção de curso superior de excelência. A sociedade ficará cada vez mais elitizada e polarizada. O Brasil, com toda a sua pujança econômica e a popularidade de seu líder, continuará se encaminhando para o caos.


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Comentários (3)
1. 27-02-2010 16:03
Boas Novas
É bom poder desfrutar novamente de textos sobre tiranos, ideotas e "gorilas que desonram a farda que vestem." A presença de bons cronistas enriquece o jornal. Seja bem-vindo de volta. Agora não há mais como fugir: o cargo de cronista é vitalício.
Escrito por Ilton Vasconcellos
2. 02-03-2010 13:54
A Ilton Vasconcellos
Meu caro Ilton, não posso deixar de responder a alguém que está sempre atento às minhas crônicas e faz comentários sempre pertinentes e bem-elaborados. Além de agradecer pela leitura crítica que engrandece o cronista, gostaria de comentar a minha preocupação com o que você disse ano passado: \"... sua saída deixará um grande vazio no jornal beneditino.\" Digo-lhe com convicção que, enquanto houver beneditinos como você, essa frase não será verdadeira. Nesse mesmo comentário, você demonstrou que, quando escreve, não deve nada a mim. Você tem um potencial e deve desenvolvê-lo. Lamento que este jornal ultimamente esteja sendo um pouco reticente em buscar novos colaboradores entre os alunos, mas isso não quer dizer que não haja grandes colaboradores em potencial por aí. Sugiro fortemente que procure a profa. Maria Elisa (que está sempre disponível aos alunos) e pense se não há nada que você possa fazer para ajudar este jornal, que você sempre lê e acompanha. O Leão na Linha foi feito para os alunos e por um bom motivo. As verdadeiras joias da juventudes, mais do que em qualquer faculdade de Jornalismo, estão nas salas de aula do Colégio de São Bento. Você é um dos que esperam para ser lapidados. Rogo-lhe que pense no que eu disse. O Colégio de São Bento vive de beneditinos e morrerá se beneditinos como você permanecerem em silêncio. Um grande abraço.
Escrito por Gustavo França
3. 11-03-2010 17:14
Em Resposta
É certamente uma honra receber elogios de um beneditino tão competente como nosso grande cronista Gustavo França. Gostaria, entretanto, de esclarecer algo em relação à minha capacidade escritiva: o que apresento, Gustavo, como você mesmo explicitou, é um potencial a ser lapidado. O que você tem é um dom, inegavelmente. E quanto à participação no jornal do colégio, julgo bastante válida -e agradeço- a sugestão de colaboração, todavia o regime duro de Ensino Médio deixa-me sem muito tempo disponível para outras atividades além do estudo. Quando conseguir adaptar-me melhor, sem dúvidas vou me esforçar significativamente a fim de colocar em prática seu conselho. A propósito, agradeço a sua atenção, o comentário acima e -jamais poderia esquecer- suas brilhantes crônicas. Um forte abraço.
Escrito por Ilton Vasconcellos

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Atualizado em ( 08-Mar-2010 )
 
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